Estava passeando pela minha cabeça e encontrei você. Nossa, quanto tempo! Eu sorrio. Faz o quê? Uns três anos? Quatro, talvez? Não, acho que seis. Meu Deus, passou tão rápido! Você está diferente, hein? Aham, cortei o cabelo, clareei no sol, perdi peso, tirei o aparelho, fiz as sobrancelhas e aprendi a me maquiar. E você? Nossa, nem me conta! Perdeu de ano, largou o colégio para jogar futebol, passou na melhor faculdade, viajou, raspou a cabeça, malhou, parou de malhar, começou a namorar, tá saindo com aquela menina que era a maior patricinha, me dá seu celular? Não, não, melhor não. Vamos só tirar uma foto para lembrar esse momento inédito. Isso, enquadrou todo mundo? Aê, digam xis! Nossa, ficou ótima! Acho melhor eu ir, tô meio atrasada, um dia a gente se encontra por aí. Você eu vejo toda hora, você é mais difícil, com você vai ser quase impossível eu me bater. Mas quem sabe, né? Essas loucuras que o destino costuma promover...
Hoje acordei com saudade. Para falar a verdade, acordei com mais saudade do que não foi. Daquele fim de semana na praia com meus amigos, daquela viagem de reveillón com as meninas, daquela mensagem que eu não mandei. Acordei com saudade do show que não fui por estar doente, do jantar que não fui por causa da prova do dia seguinte. Senti saudade do intercâmbio em que não me inscrevi, dos amigos que não conheci, dos lugares que não visitei. Acordei com uma saudade louca dos parentes que não deixei, das conversas por Skype que não aconteceram, dos voos que não fiz. Senti saudade até da saudade que não senti. Me deu aquele aperto no coração por não estar contando os dias para chegar em casa e ver todos, por não estar arrumando as malas para vir. É que eu já estou aqui, eu já pertenço a esse mundo, eu já criei raízes. Senti saudade dos amores que não tive, das cartas que não recebi, dos presentes que não comprei. Das festas que não fui, d...
Comentários
Postar um comentário