Apaixone-se por uma ideia. Morra de amor. Apaixone-se por alguém. Morra de desejo, morra de felicidade, morra de saudade, morra de ciúmes, morra de tristeza, morra de desgosto. Tenha tantas vidas quanto um gato. Gaste todas elas por um gato. Apaixone-se, morra afogada num mar de confusões, ilusões, desilusões. Não se apaixone, morra de tédio. Apaixone-se pelo príncipe dos seus sonhos. E morra sonhando. Morra dessa doença, ou da sua ausência. Essa doença tão falada, comentada, esperada, sonhada. Essa doença tão sofrida, paixonite aguda, que afeta o coração, o corpo, a alma e a razão. Essa doença chamada paixão, ou simplesmente amor.
Era a sensação de falta de pertencimento. Aquela sim, latente, incomodava sempre, escondida no fundo do coração. Ela não era tudo aquilo que diziam ou pensavam, nem era apenas aquilo que diziam ou pensavam. Era filha, amiga, irmã, aluna, colega, futura alguma coisa, qualquer coisa de sucesso. Mas era complicado. Ela era a falta, a inconstância, a não plenitude nem contentamento. Era a busca por algo indizível, incompreensível, inexplicável, ininteligível. Ela não sabia bem o que queria, e andava por aí - aqui, acolá, onde quer que sua mente estivesse ou suas pernas a levassem - meio perdida, em busca do seu "algo" ainda não encontrado. Viajava serenamente em seus próprios devaneios, à procura, em seu inconsciente, daquilo que a completaria. Daquilo que ela criaria energias e correria atrás. Só queria algo a que se doar, completa e impensadamente, sem medo de arrependimentos. Não achou, tão cedo, aquilo de que tanto precisava. Talvez num outro ...
Comentários
Postar um comentário