Apaixone-se por uma ideia. Morra de amor. Apaixone-se por alguém. Morra de desejo, morra de felicidade, morra de saudade, morra de ciúmes, morra de tristeza, morra de desgosto. Tenha tantas vidas quanto um gato. Gaste todas elas por um gato. Apaixone-se, morra afogada num mar de confusões, ilusões, desilusões. Não se apaixone, morra de tédio. Apaixone-se pelo príncipe dos seus sonhos. E morra sonhando. Morra dessa doença, ou da sua ausência. Essa doença tão falada, comentada, esperada, sonhada. Essa doença tão sofrida, paixonite aguda, que afeta o coração, o corpo, a alma e a razão. Essa doença chamada paixão, ou simplesmente amor.
Hoje acordei com saudade. Para falar a verdade, acordei com mais saudade do que não foi. Daquele fim de semana na praia com meus amigos, daquela viagem de reveillón com as meninas, daquela mensagem que eu não mandei. Acordei com saudade do show que não fui por estar doente, do jantar que não fui por causa da prova do dia seguinte. Senti saudade do intercâmbio em que não me inscrevi, dos amigos que não conheci, dos lugares que não visitei. Acordei com uma saudade louca dos parentes que não deixei, das conversas por Skype que não aconteceram, dos voos que não fiz. Senti saudade até da saudade que não senti. Me deu aquele aperto no coração por não estar contando os dias para chegar em casa e ver todos, por não estar arrumando as malas para vir. É que eu já estou aqui, eu já pertenço a esse mundo, eu já criei raízes. Senti saudade dos amores que não tive, das cartas que não recebi, dos presentes que não comprei. Das festas que não fui, d...
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